Verdades Inconvenientes que Ninguém te Conta

Disseram que a vida seria generosa com quem faz tudo certo.  

Que o tempo esperaria, que o amor duraria, que a justiça existiria.  

Mas esqueceram de contar a parte mais importante: a vida não lê manuais.  

O tempo não pede licença. 

Você pisca e ele já passou. As oportunidades que pareciam certas escapam pelos dedos, os “depois eu faço” viram nunca mais. Um dia, você percebe que nada foi pausado para esperar sua coragem chegar.  

Nem toda história tem final feliz.  

Você pode se doar, amar até doer, lutar até cansar. Mas nem sempre vai dar certo. Algumas pessoas se vão antes de entenderem que deveriam ter ficado. Algumas portas se fecham e nunca mais se abrem. A vida não negocia finais perfeitos.  

Ser bom não é garantia de nada.  

Você pode agir com honestidade, se doar sem esperar nada em troca, fazer o que é certo. Ainda assim, poderá ser enganado, traído, esquecido. Porque o mundo não mede méritos com a balança da justiça, mas, mesmo assim, dormir com a consciência tranquila ainda é um privilégio.  

Ninguém está pensando tanto assim em você.  

Passamos anos presos no medo do julgamento alheio, preocupados com o que vão dizer, como se fôssemos o centro da atenção. Mas a verdade é que cada um está ocupado demais tentando esconder suas próprias inseguranças. Então, talvez seja hora de viver sem pedir permissão.  

A dor é inevitável, mas o sofrimento é escolha.  

Você vai perder pessoas, falhar, sentir-se perdido. Vai doer. Mas segurar a dor para sempre é como apertar espinhos nas mãos e se perguntar por que sangra. Algumas dores precisam ser sentidas; e depois, deixadas ir.  

A felicidade não está na chegada.  

Disseram que quando você tivesse o emprego certo, o amor certo, a casa certa, então seria feliz. Mas ninguém te contou que a felicidade não está no destino, está no caminho. No café quente pela manhã, na risada inesperada, no abraço que dura um segundo a mais do que o necessário.  

A vida não segue roteiros. 

O tempo não volta.  

O amanhã é incerto.  

Então viva.  

Porque ninguém vai te avisar quando for tarde demais.  

Karina Zeferino

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